Transporte Coletivo de Manaus (Oque mudou do passado para o presente?)

Fala maninhos! Tudo bom com vocês?!
Vamos falar sobre o transporte coletivo de antigamente e atualmente, oque mudou daqui pra cá?


Bondes – Bloco 1




Os primeiros sistemas de transporte público de Manaus surgiram no final do século XIX, por meio dos bondes de tração a vapor, implantados em 1896. Esse modal representou um importante avanço para a mobilidade urbana da época, atendendo principalmente as áreas centrais da cidade, que vivia o auge do ciclo da borracha.
Em 1908, Manaus entrou na era da modernidade com a introdução dos bondes elétricos, que passaram a oferecer maior eficiência, regularidade e conforto à população. A operação ficou a cargo da Manaós Tramways, empresa responsável pela implantação e manutenção do sistema. Os bondes elétricos tornaram-se símbolo de progresso urbano e tecnológico da capital amazonense.
Antes da chegada dos bondes, a locomoção da população ocorria majoritariamente por meio de carruagens e carroças puxadas por cavalos, um meio de transporte simples, limitado e dependente das condições das vias da cidade.



Ônibus Artesanais - Bloco 2




A partir da década de 1950, os ônibus artesanais, também conhecidos como ônibus de madeira, passaram a desempenhar papel fundamental no transporte coletivo de Manaus. Popularmente chamados de “Zepelins”, esses veículos se destacavam por sua carroceria alongada e construção adaptada, muitas vezes feita de forma artesanal sobre chassis de caminhões.
Os Zepelins atendiam praticamente toda a cidade, com forte presença no Centro de Manaus, suprindo a crescente demanda por transporte coletivo em um período de intensa expansão urbana. Apesar das limitações de conforto e segurança, esses ônibus representaram uma verdadeira revolução para a época, ampliando o acesso da população ao transporte público.




Anos 80/90 - Bloco 3




Durante a década de 1980, Manaus passou por novas transformações no transporte coletivo. Um dos principais marcos foi a introdução do “Manecão”, ônibus de maior porte que operava especialmente no bairro Cidade Nova e em importantes vias da capital.
O projeto foi idealizado durante a gestão do então prefeito Manoel Ribeiro, entre 1986 e 1989, com o objetivo de oferecer um transporte mais eficiente, com maior capacidade de passageiros, atendendo áreas em expansão urbana.
Já em 1990, a cidade foi surpreendida pela chegada dos ônibus articulados, um conceito até então inédito em Manaus. Esses veículos foram operados inicialmente pela Eucatur Urbano, empresa que no mesmo ano implantou sua sede na capital amazonense. A partir desse período, Manaus passou a contar com uma frota mais diversificada, composta por ônibus convencionais e articulados, elevando o padrão do transporte coletivo.



Sistema Expresso – Bloco 4






No ano de 2002, durante a gestão do prefeito Alfredo Nascimento, Manaus deu um passo importante rumo à modernização do transporte público com a implantação do Sistema Expresso. O projeto previa a criação de corredores exclusivos nas principais vias da cidade, funcionando como uma proposta inicial de BRT (Bus Rapid Transit) inspirado em Curitiba.
O Sistema Expresso foi concebido como um modelo de transporte coletivo mais rápido, sustentável e organizado, contando com plataformas de embarque e desembarque, ônibus articulados equipados com ar-condicionado, além da implantação de três terminais modernos e melhorias na infraestrutura viária. Apesar de não ter sido plenamente expandido como planejado, o projeto marcou uma nova fase na mobilidade urbana de Manaus.



Renovações da Frota (Atualidade) – Bloco 5




A partir de 2010, Manaus iniciou um processo contínuo de renovação da frota de ônibus, com o objetivo de melhorar a qualidade do transporte público, oferecendo mais conforto, acessibilidade e segurança aos usuários.
Entre as principais melhorias estão a introdução de veículos com acessibilidade para pessoas com deficiência, motores mais modernos e menos poluentes, além de sistemas de bilhetagem eletrônica. Até os dias atuais, a cidade, sob a gestão vigente, segue recebendo novos ônibus anualmente, reforçando o compromisso com a modernização e a melhoria gradual do sistema de transporte coletivo urbano.



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